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riscos_e_rabiscos

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Que dia tão... animado!?!

Tudo indicava que iria ser um dia normal. Levantar, manter a rotina dos trabalhos matinais, almoçar e ir para a escola. Mais normal e rotineiro, impossível.

 

Precisei de imprimir umas coisas para levar para a escola hoje e a minha impressora começou a armar-se em parva. Às vezes tem destas "birrinhas" que lhe passam, por isso dei-lhe um desconto e não liguei ao assunto.

 

Hora de ir apanhar o autocarro, abro a porta do prédio e levo logo com uma "rabanada de vento molhada" na cara. Boa! Toma lá que é para lavares a cara outra vez e acordares... Desci a rua a toque de vento e fui beber um café. Atravessei a estrada à papo seco mas com cuidado, só quando não vem nenhum carro mesmo. Ora hoje tinha de ter assim uma espécie de fait divers. Então não é que um velhote resolveu fazer o mesmo que eu?!? Apesar de não ser aconselhável, principalmente se se é trôpego das pernas tal como ele era, há bastantes velhotes que ali o fazem naquela estrada perigosa.  

 

Ora a bem da verdade, ia-se dando uma desgraça! Não é que o velhote, que me queria ultrapassar na passadeira, deu-me um encontrão, enroscou-se em mim e quase caímos os dois? Teria sido chato pois teríamos ficado todos enlameados e molhados mas teria sido ainda pior porque subitamente surgiu um autocarro e mais dois carros que nos podiam ter passado a ferro aos dois! Buzinão brutal do autocarro e com toda a razão. Quem não tem pernas fiáveis não se pode lançar à aventura!

 

Lá bebi o café a contar segundos para ver se não perdia o meu autocarro. Lanço a mão à mala e nada de passe. Mão no bolso e nada outra vez. Fokas! Deixei o passe no outro casaco. Telemóvel em riste (que não queria fazer a chamada) liguei à minha mãe "ó mãe vê lá se o passe está no casaco tal... tá? então traz-me aqui à paragem...". Sempre era mais rápido assim.

 

Já com o passe na mão é com alívio que vislubro o meu autocarro ao fundo da rua. Assim que chega à paragem, fecho o chapéu de chuva - sim, porque tudo isto se passou à chuva - espero pela minha vez de entrar e quando meto o primeiro pé dentro do autocarro... parei! Gerou-se ali um entupimento repentino. "Fokas! Está a chover e eu estou a ficar atrasada...", pensei eu. Entretanto apercebo-me o que se passa: uma gaja (sim, gaja!) entrou com o carrinho da bebé pela frente do autocarro cujo corredor era mais estreito do que o dito carrinho. Em vez de ter pedido para o motorista abrir a porta de trás, não, preferiu ficar ali a insultar o homem e a obrigar-nos a todos a estar cá fora de novo à chuva, à espera que a gaja saísse para entrar pela porta detrás. Só a mim!

 

Como hão-de calcular, perdi o segundo autocarro. Cheguei cinco minutos atrasada às aulas, tinha lá uma mãe, cuja filha fazia anos, a partir bolo de aniversário e que me ofereceu um fatia. Era de chocolate com recheio de doce de amora. Original e muuuito saboroso. 

 

Custei a chegar a casa - e como eu estava desejosa! - pois com o mau tempo os autocarros estavam todos atrasados. Subi a minha rua lentamente à chuva e ao vento e quando entrei em casa, suspirei e disse para os meus botões: "enfim, em casa!".

 

Este foi um daqueles dias em que não devíamos sair de casa. Não fosse a fatia de bolo (já disse que era delicioso?) e o dia não se salvava! :PPPP

 

Isto é praga, só pode!

Opá, quer-se dizer, uma gaija passa um fim de semana miserável com uma enxaqueca que não a deixa fazer mais nada a não ser tomar comprimidos e estar esticada na cama. 

 

Como um mal nunca vem só, as parvas das noites mal dormidas e com pesadelos começaram a dar um ar da sua graça (o que não tem tido graça nenhuma!). Se há duas noites sempre que começava a sonhar, começavam os pesadelos a aparecer - até me lembro de um a preto e cinzento - este noite foi a vez do levantar-para-ir-à-casa-de-banho!

 

De madrugada os passeios noturnos acalmaram mas depois quando saí do forninho, leia-se cama, fui fazer café e meter o nariz de fora da janela com o meu rico Bóbi, desatei numa espirradeira que não lembra a ninguém!

 

Opá ninguém merece isto! Xô moengas chatas! Vão lá melgar outra pessoa que eu já tive a minha conta! é caso para dizer "leave the teacher alone"! Opá tava eu tão sugadita...

Do fim de semana.

Este tem sido um fim de semana terrível para mim. Como o N. não veio, tinha pensado entreter-me com alguns projectos que tenho planeados para fazer novos trabalhos.

 

Ontem peguei nos tecidos e tesoura para começar no corte quando começo a sentir uma enxaqueca a "picar-me". Comecei a ignorá-la mas ela persistia. Tomei um comprimido que não fez efeito nenhum. Acabei por ter de parar o que estava a fazer e arrumar tudo pois deixei de poder suportar a luz do sol, o barulho da TV e até os cheiros. Tomei outro comprimido, protegi-me destes "agentes maléficos" e estiquei-me na cama. Ao início da noite aliviou um pouco.

 

Hoje de manhã, acordo com a mesma enxaqueca. Tomei novamente um comprimido, tomei um café e voltei para a cama até aliviar. Finalmente acabou por dar tréguas mas sempre que tentei fazer algo que exigisse mais concentração, a "chata" começava a dar sinal de si. Resultado: cortei várias coisas mas fazê-las não consegui. Ao fim da tarde, rendi-me à enxaqueca e acabei por me esticar na cama às escuras e com o Bobí deitado a meus pés a fazer companhia.

 

Dei aqui um saltinho para ver como está tudo por aqui e daqui a pouco volto para a cama. Espero que amanhã a enxaqueca tenha desaparecido pois já me chega a "dor de cabeça" das segundas-feiras!

A feitiçaria e os curandeiros.

Nem acreditei no que estava a ouvir hoje, na paragem, enquanto esperava pelo autocarro.

Chegou uma moça africana depois de mim que se sentou ao meu lado e cujo telemóvel, minutos depois, tocou. Obviamente que eu ouvi a conversa toda, uma vez que a moça - de cerca de 20 anos - estava mesmo coladinha a mim.

 

A conversa dela começa com uma resposta ao outro lado em que dizia "disse para comprar uma galinha que depois faz alguma coisa". E repetiu esta frase várias vezes. embora não tivesse a perceber nada, fiquei com a pulga atrás da orelha.

 

A conversa prosseguiu: "vou lá amanhã... compro lá a galinha e ele leva mais 15 euros... (silêncio) O peito e a barriga continuam inchados e ele diz que deve ser problema de útero ou de ovário..."

Foi nesta altura que tive um "click" e que me fez perceber o contexto da conversa. A moça continuou a conversar, repetiu a história da galinha e do dinheiro e acrescentou que a tal pessoa depois ainda fazia um reza.

 

A minha alma estava parva1 como é possível que uma moça nova, supostamente mais esclarecida do que uma mulher mais velha, acredite que uma curandeiro consiga tratar do seu problema com feitiçaria, com rezas e sacrifícios de galinhas? Ah e ainda por cima cobrar 15 euros!

 

Mas que esperto que o curandeiro é: além de lhe pagarem a galinha que vai ser comida a uma qualquer refeição, fazer uma reza que dá para todos os trouxas que cairem na sua lábia, ainda cobra 15 euros! Já repararam que se tiver um "cliente" por dia, ao fim do mês obtém um lucro de 450 euros sem o menor esforço, apenas enganado os mais ingénuos?

 

Ó valha-me santa ignorância, que anda a alimentar os espertos deste mundo!

Confesso que ando de consciência pesada...

É verdade. E agora vocês perguntam-me porquê e eu respondo: porque não tenho tido tempo para vos ler e comentar, para saber o que se passa convosco, para cuscar (:P) os vossos cantinhos.

 

Sou gaja de rotinas, admito. E quando saio delas desorganizo-me toda. Se as "férias" (quais?) de Natal já me destrambelharam, esta última semana da morte do meu tio e do inicio das aulas puseram-me literalmente em Marte. De modos que ando assim meia a querer fazer tudo mas a não fazer nada.

 

Vou voltar a ser uma menina certinha (?!?) e a cumprir os meus deveres de blogueira. Palavra de blogueira inveterada! :P

 

Já que estamos numa de blogues, deixem-me contar-vos ao ouvido que estou farta deste meu template... Mas não digam a ninguém, shiu! Que acham de uma nova mudança de visual? Se a Miss Pepper cortou a sua longa cabeleira loira assim mais para o tom do preto, porque não mudar a cara aqui do sítio? Que cores gostavam de ver quando entrassem aqui? Digam tudi, tudi, tudi, farfavor!

 

 

Estou aqui em pulgas...!

E não, não são as pulgas do cão! Os meus pais foram a uma consulta de oftalmologia no hospital por causa da catarata do meu pai. A questão é: será que era para fazer cirurgia à catarata? Mandaram levar todos os exames que tinha feito mas na carta que recebeu não esclarecia para quê... Já tentei ligar à minha mãe mas não tem rede... Grunf!

 

Se eu soubesse roer unhas, garanto-vos que já não tinha pontas dos dedos!

 

Adenda: Depois de tanta preocupação, o meu pai não fez mais nada senão colocar umas gostas nos olhos para ser, mais uma vez, observado.

Dia triste.

Mesmo quando se espere, nunca se está à espera. Deseja-se sempre que seja o mai tarde possível. Mas foi hoje: o meu tio-padrinho partiu. :(
Apesar da idade, não tinha grandes doenças até ser apanhado por um maldito cancro que lhe levou a melhor.
Tive pena que não estivesse mais próximo para que os sobrinhos e os irmãos pudessem fazer mais por ele pois era viúvo e não tinha filhos. 
O único consolo é pensar que já descansou. Paz à sua alma. :(